Artistas africanos ganham cada vez mais espaço nas paradas com artistas como Rema, Burna Boy, Tyla e Ayra Starr.
Em 2024, pela primeira vez na história, o Grammy terá uma categoria dedicada à música africana. Essa é só mais uma prova de como o pop vindo da África está sendo cada vez mais falado.
Mas será que a música africana pode ganhar ainda mais destaque nas paradas em todo mundo nos próximos anos? No vídeo acima e no texto abaixo, o g1 explica a força do pop africano.
'Calm Down', o megahit
Um dos maiores hits dançantes dos últimos anos, “Calm Down” une o rapper nigeriano Rema, um dos autores da música, e a voz suave e charmosa de Selena Gomez.
Esse megassucesso lançado em 2022 provou que o estilo afrobeats pode conquistar fãs em todo o mundo. O gênero mistura estilos mais óbvios como R&B e rap com ritmos mais tradicionais da África Ocidental, como:
- Kpanlogo, espécie de versão ganesa do rock n' roll dos anos 50;
- Fuji, estilo nigeriano cantado na língua iurobá e com influência da música de celebrações muçulmanas;
- Ndombolo, gênero vindo do Congo com percussão forte e a rumba no DNA, dando depois origem ao kuduro;
- Afrobeat (que não é a mesma coisa do que o atual afrobeats), estilo nigeriano que junta ritmos locais e jazz americano, com Fela Kuti como grande nome.
Tyla e Ayra Starr, as novas popstars
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A cantora sul-africana Tyla — Foto: Divulgação
Muito além de "Calm Down", o pop africano também tem um hit atual, e ele é da cantora sul-africana Tyla. "Water" chegou no top americano 10 da revista "Billboard" depois de estourar no TikTok. É uma música do estilo amapiano, muito popular na África do Sul, conduzido no piano com influência do jazz e da house music.
Há outros semi hits vindos da África, é claro. "Last Last" é cantada por Burna Boy, nigeriano que está na ativa desde 2010. A música mistura duas línguas: inglês e yorubá. Na parte do som, é mais uma do afrobeats, com o arranjo construído a partir de sample de "He Wasn't Man Enough", da americana Toni Braxton.
Na lista de indicados ao Grammy de música africana, Tyla e Burna Boy têm a companhia de Ayrna Starr, mais uma revelação do pop africano, e de dois artistas mais tarimbados de origens nigerianas: Asake e Davido. Os dois e Burna Boy conseguiram esgotar sozinhos os 20 mil ingressos da O2 Arena, em Londres, em seus respectivos shows na capital inglesa.
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A cantora nigeriana Tems — Foto: Divulgação
Em 2022, a também nigeriana Tems, codinome da cantora Temilade Openiyi, apareceu na lista de apostas do g1. O nome dessa popstar do afrobeats começou a ser mais falado depois que ela cantou no álbum do Drake, em 2021. Ela e o rapper canadense fizeram um dueto em “Fountains”.
Há outras estrelas do pop africano com mais tempo de carreira (como Tiwa Savage e Yemi Alade) e novidades que devem ganhar mais espaço em breve (Uncle Waffles, Kamo Mphela).
Com tantos artistas talentosos e ritmos a serem explorados, a única certeza é a de que o pop africano vai subir nos rankings do streaming e aparecer ainda mais nas playlists de festas por aqui.
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A cantora nigeriana Ayra Starr — Foto: Divulgação
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